FLAM quer que Governo Venezuelano responda por violação aos direitos humanos

A Federação Latino-Americana de Juízes (FLAM) denunciou o caso da juíza Maria Lourdes Afiuni Mora à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), e pediu ao organismo que o Governo Venezuelano seja interpelado junto à Corte. A juíza, presa desde dezembro, é acusada pelo presidente Hugo Chávez de ter cometido crimes de corrupção - em que pese a falta de provas -, e abuso de poder por ter colocado em liberdade condicional o ex-banqueiro Elígio Cedeño.

Cedeño, que é inimigo de Chávez, foi detido em 2007 por suspeita de fraude bancária, além de ser considerado preso político pelo Governo Venezuelano. Chávez, inclusive, teria pedido 30 anos de prisão para a juíza por conceder liberdade ao ex-banqueiro.

A CIDH recomendou ao presidente Chávez que libere a juíza de 46 anos já que ela corre risco de morte, pois está sendo mantida em uma cela comum no Instituto Nacional de Orientação Feminina, na cidade de Los Teques, a uma hora da capital. Afiuni vem sendo ameaçada de morte e não pode sair de sua cela porque está presa em um local próximo de outras detentas, sendo que algumas delas foram condenadas pela própria juíza.

As informações são do jornal argentino “La Nación” e do portal “Nacion.com”,  que publicaram matéria sobre o assunto na última quinta-feira (10).

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